Fotos dos animais da floresta amazonica

Date: 15.10.2018, 01:52 / Views: 64582

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O Lucas Gimenes deu essa dica de um casal que em 1937 alegou que tinham encontrado um “homem macaco”.

A foto que acompanha a história é impressionante e mostra o que parece ser um ser híbrido entre o homo sapiens e um macaco, parecido com um chimpanzé. O tal “homem macaco” teria sua origem nas selvas do Brasil e teria sido capturado com redes durante uma expedição, e segundo os seus captores, ele seria a prova de que “o homem evoluiu do macaco”.

Evidentemente que aquilo não passava de um hoax deliberado. Não é necessário muito esforço para detectar as pontas soltas da história. Somente com base nas fotos, já é possível determinar que o tal “homem macaco” tem um corte de cabelo e um tipo de cabelo bastante característico dos caucasianos.

Na foto de close do “homem macaco” podemos ver nitidamente a linha que separa a prótese de maquiagem na altura da boca. Essa percepção de que trata-se de uma maquiagem é reforçada pelo fato de que em todas as fotos sua boca tem a mesma abertura, pois naquele tempo a tecnologia de maquiagens flexíveis de silicone, inventada pelo Dick Smith ainda não estava disponível. Provavelmente era uma mascara de látex puro, moldada de uma forma de gesso, a partir de uma escultura de argila. Outros bons indícios são a falta de pelagem ou rugas em áreas específicas que deviam estar ali, e podem ser vistas até em bebês chimpanzés que tem a mesma conformação de arcada dentária protuberante.

Mas o pior vacilo sem dúvida são os sapatos. Sabemos, graças às crianças-fera, (crianças que são trancafiadas sem o convívio social ou perdidas na selva) que uma vez criado longe dos costumes humanos, a coisa mais difícil de se conseguir é que ela use um calçado humano. Seria praticamente impossível convencer um “homem macaco” da selva amazônica a usar um sapato fechado. Nem precisamos ir muito longe, nem os índios, que são homo sapiens conseguem vestir sapatos. 99,9% deles usa chinelos de dedo, porque o sapato é algo antinatural aos costumes deles.  Outro vacilo sério é que faltou ao criador da prótese uma compreensão dos grupos dentários. Todos os dentes do homem macaco parecem ser de cavalo. Inclusive o canino, que deveria ser pontudo, tem perfil quadrado.  Mas em 1937, todo mundo engoliria qualquer merda que supostamente viesse da vastidão misteriosa e insondável da Amazônia.

Eu suspeito que a história desse hoax deve ser mais interessante do que a fraude em si. A revista holandesa Het Leven publicou essas imagens em 1937, descrevendo-as como as de um homem-macaco misterioso. Recentemente, elas reapareceram, inundando plataformas sociais na internet.

Há até quem suspeite de que o homem macaco de 1937 seria uma pessoa deformada. Acho que as inconsistências apontadas na questão da mascara deixam mais indícios de que tentaram fazer um cara normal parecer macaco. Mas não me causaria espanto se alguém com tais feições siamescas surgisse.

Digo isso, porque JÁ SURGIU!

O nome dela era Julia Pastrana. Ela viajou o mundo, sendo exibida como a mulher macaca vitoriana. Sua aparência era de um cruzamento entre o homem e um gorila e  ela tinha inclusive pelagem facial rala. Apesar de sua aparência selvagem, Julia chocava o público ávido por bizarrices do século XIX demonstrando extrema inteligência e cortesia. Era uma verdadeira dama, e seus modos sofisticados causava um Tilt na cabeça do povo, que esperava vê-la numa jaula saltando, gritando  e pedindo bananas.

Julia nasceu em 1834, no México. Logo ao nascer a menina chamou a atenção da comunidade médica e científica, que ao examiná-la coincidiram que sua origem só podia ser o resultado de uma pecaminosa união de um macaco e um humano. Ela tinha pelos por todo o corpo especialmente nas costas. Tinha também um defeito na mandíbula, gengivas protuberantes e fila dupla de dentes.

O bigode, barba, costeletas e pelos nas mãos eram outras marcas de nascimento.

Julia Pastrana foi criada como empregada na casa de uma abastada família mexicana onde aprendeu com perfeição os trabalhos domésticos. Segundo as crônicas da época era uma jovem “modesta, serviçal e sem pretensões”. A sociedade da época, assim como a ciência, não estava preparada para entender sua condição –hipertricose-, o que a levou ao triste destino que sempre acompanhava aos que nasciam diferentes: eram degradados à categoria de fenômenos nas feiras ambulantes e circos.

E assim foi como desde os 20 anos ela começou a trabalhar se exibindo de feira em feira com tanto sucesso que chegou até os Estados Unidos em 1854. Em uma de suas tantas apresentações, o famoso médico nova-iorquino Alexander B. Mott opinou:

“É o mais extraordinário ser vivo dos últimos tempos, é um híbrido entre humano e o orangotango.”

Theodore Lent era um empresário artístico que viu em Julia muito potencial econômico e descaradamente começou a corteja-la até conseguir que a pobre mulher se apaixonasse por ele e decidisse aceitá-lo como marido. Esse seria o início de sua longa carreira na bizarrice. Lent levou-a para uma série de apresentações pela culta Europa, onde obviamente a aparência de sua esposa despertou tremenda curiosidade tornando o matrimônio negócio ainda mais lucrativo.

A parte das aparições públicas, Lent organizava festas particulares em casa (pagas, claro!) para um público exclusivo, onde sua original esposa em pessoa, era o tema de conversa. Para estas apresentações privadas Lent ensinou-lhe a cantar e dançar, e ela, por sua própria conta, aprendeu a ler e escrever em três idiomas. Dizia que gostava de dedicar seu tempo livre à leitura, ainda que curiosamente nos shows artísticos era anunciada como uma completa selvagem. Em 1859, quando se apresentava em Moscou, Julia Pastrana descobriu que estava grávida.

Em 20 de março de 1860, enquanto seu esposo cobrava entrada para que as pessoas pudessem presenciar seu parto “ao vivo”, Julia dava a luz a um filho varão idêntico fisicamente a ela, que só sobreviveu dois dias. Julia morreu três dias depois que seu filho. Pra piorar, Lent, que era um cara tão gente boa que explorava a doença da mulher, vendeu entradas (caríssimas) para que as pessoas pudessem presenciar a agonia final de sua esposa. Não obstante, assim que ela morreu o cara ainda embalsamou o corpo dela e o do bebê e vendeu à Universidade de Moscou como a prova de uma mulher-macaco. Até a universidade cobrou ingresso para que as pessoas fossem vê-la, numa vitrine, trajada como bailarina russa.
As múmias da pobre Julia Pastrana e seu filho seguiram mudando de mãos até que em 1973 o bispo de Oslo cancelou sua exibição na Noruega e quis lhes dar uma sepultura cristã, mas foi impedido pelo empresário e dono das mesmas.

Com o tempo as múmias foram esquecidas em algum sótão até que em 1979 voltaram a ser notícia quando a polícia de Oslo foi notificada que crianças haviam encontrado um braço mumificado no lixo dos subúrbios da cidade e logo após encontraram o resto da múmia sem o vestido de bailarina em uma caminhonete velha abandonada.

Eles foram vistos pela última vez em 1990 no sótão do Instituto Forense de Medicina do Rikshospitalet de Oslo.

Casos envolvendo misturas de gente com macaco estão arraigados no imaginário coletivo há séculos. Talvez uma das figuras históricas que mais contribuiu para isso deve ser Ilya Ivanov.

Esse cara era um professor soviético que tentou criar um híbrido humano-macaco usando chimpanzés fêmeas com esperma humano. Ele tambpém tentou inseminar mulheres humanas com o esperma de chimpanzé. Os experimentos de Ivanov foram documentadas por Kirill Rossiianov (Do Instituto de História da Ciência e Tecnologia, da Academia de Ciências, Moscou).

Em uma apresentação para o Congresso Mundial de Zoólogos em Graz em 1910, ele esboçou a possibilidade de usar a inseminação artificial para criar um símio híbrido. Em 1924, enquanto trabalhava no Instituto Pasteur, em Paris, Ivanov obteve permissão dos diretores do Instituto de usar sua estação experimental de primatas em Kindia, Guiné Francesa, para suas experiências de hibridização. Ele pediu apoio para este projeto do governo soviético, escrevendo aos funcionários soviéticos, incluindo o Comissário do Povo para a Educação e Ciência Anatoliy Vasilievich Lunacharsky. Em setembro de 1925, Nikolai Petrovich Gorbunov, chefe do Departamento de Instituições Científicas ajudou a alocar U$ 10.000 para a Academia de Ciências para os experimentos do macaco-humano de Ivanov, em seu programa de hibridização na África.

Em março de 1926 Ivanov chegou na unidade de Kindia, mas saiu depois de um mês porque o local não tinha chimpanzés sexualmente maduros ainda.
Incansável em busca de “fabricar” o elo perdido, Ivanov tentou organizar a inseminação de fêmeas com esperma humano chimpanzé na Guiné, mas o governo colonial francês opôs-se à proposta. Não há até hoje nenhuma evidência de tal experiência tendo sido levada em curso lá.

De volta à França, ele correspondeu com o governador colonial francês da Guiné e os dois resolveram realizar seus experimentos nos jardins botânicos em Conacri. Ivanov, auxiliado por seu filho (também chamado Ilya), foi a Conacri em novembro de 1926, onde supervisionou a captura de chimpanzés adultos no interior da colônia. Os animais capturados foram confinados nos jardins botânicos em Conacri.

Em 28 de fevereiro de 1927, Ivanov inseminou artificialmente dois chimpanzés fêmeas com esperma humano (Segundo registros, o esperma usado não era proveniente dele ou de seu filho, mas apenas deixar isso registrado já causou suspeitas). Em 25 de junho, ele inseminou um terceiro chimpanzé com esperma humano.

Os Ivanovs deixaram a África em julho de 1927 com 13 chimpanzés, incluindo as três fêmeas inseminadas artificialmente. Eles já sabiam que os primeiros dois chimpanzés não tinham levado a gravidez adiante. O terceiro morreu na França e também foi concluído que ela não engravidou. Os 10 macacos restantes foram encaminhados para a estação de primatas de Sukhumi.

Ivanov era incansável. Ele voltou para a União Soviética em 1927 e tentou organizar experimentos em Sukhumi usando o esperma de macaco e fêmeas humanas.

Em 1929, com a ajuda de Gorbunov, ele ganhou o apoio da Sociedade de Biólogos materialista (um grupo associado à Academia Comunista). Na Primavera de 1929, a Sociedade criou uma comissão para planejar experimentos de Ivanov em Sukhumi. Eles precisavam de pelo menos cinco mulheres voluntárias para o projeto. Em junho de 1929, antes de qualquer inseminações tivesse ocorrido, o único macaco sexualmente maduro de Sukhumi (um orangotango) morreu. Foi um contratempo grave.
Um novo conjunto de chimpanzés não chegaria a Sukhumi até ao Verão de 1930. Naquele ano, um abalo político no mundo científico soviético resultou em Gorbunov e vários outros cientistas perdendo seus cargos. Na Primavera de 1930 Ivanov incorreu no erro de criticar publicamente a política soviética e em 13 de dezembro 1930, ele foi preso e exilado em Alma Ata, onde morreu em 1932, sem conseguir criar o homem-macaco.

Mas se Ivanov não conseguiu, surgiram rumores de que a mesma experiência estava sendo testada em outros lugares. E com sucesso!
O caso seria o de um chinês “humanzé”.
Mas os rumores davam conta de que o feto de três meses morreu quando a mãe foi morta durante distúrbios civis.
Também nos EUA, rumores surgiram de que o governo teria conseguido gerar em segredo o “manpanzee”. Outro híbrido. Na década de 1960 surgiram os rumores persistentes de um novo experimento russo para inseminar ou uma fêmea de chimpanzé, uma mulher ou uma fêmea de gorila com esperma humano.

Bernard Grizmek, o ex-diretor do zoológico de Frankfurt, escreveu sobre os rumores provenientes da União Soviética de que os russos tinham criado um híbrido humano/chimpanzé (provavelmente uma continuidade do experimento Ilya Ivanov).
Posteriormente, uma reportagem afirmou que Stalin ordenou aos seus cientistas a criar um exército de humanos/macaco híbridos, porque eles supostamente seriam menos exigentes sobre o que comiam. Embora nada comprovasse que a ideia doida de Stalin tivesse dado certo, ela pode ter sido a origem dos rumores sobre homens-macaco na União Soviética.

Em paralelo com a tentativa científica de fabricar em laboratório um híbrido humano-macaco, surgiam rumores diversos de seres peludos que não eram nem macaco e nem gente surgindo em diversas florestas do mundo.

Quadro 352 da famosa filmagem de Patterson-Gimlin, alegado por Roger Patterson e Robert Gimlin  que seria  o Pé-grande. Até hoje a filmagem não pôde ser comprovadamente falsa, nem verdadeira.

Os mais conhecidos seres desse tipo no mundo são o “Yeti”, o “Homem das neves do Himalaia”, o “Sasquatch” , o “Pé grande” e o “Orang Pendek”. Algumas dessas evidências envolviam pegadas gigantes de pés assemelhados ao de gorilas em sua forma, mas há pelo menos um punhado de antigos filmes e fotografias de expedições.

Desses citados, o menor é o Orang Pendek.

O Orang Pendek ou “homem pequeno” seria uma criatura semelhante a um pequeno macaco que supostamente viveria nas florestas da ilha de Sumatra, Indonésia. Acredita-se que essa criatura fale um idioma próprio. Segundo a lenda, o Orang Pendek mede de 0,75 a 1,50 m de altura e teria o corpo coberto inteiramente por pêlos marrons. Ele seria herbívoro. Múmias que supostamente seriam de orang pendeks eram outrora vendidas aos turistas que visitavam o local. No século XIII, Marco Polo viu múmias que eram com feitas com cadáveres pelos nativos do local.

Deborah Martyr, uma redatora inglesa de uma revista de turismo, foi a última pessoa a supostamente ver o Orang Pendek em Kerinci. Eu me lembro de ter visto um documentário do Discovery na Indonésia em que uma figura do tamanho de uma criança de dez anos, toda peluda passa correndo na mata. A equipe do documentário não conseguiu seguí-lo, mas ele ficou registrado rapidamente em alguns frames.  Mas o Orang Pendek pode ser uma fraude, ou pode ser também um humano-selvagem.

Existe uma teoria científica que aponta a possibilidade dessas criaturas serem descendentes diretos do gigantopithecus, um primata já extinto, maior que um gorila e que possuía dentes parecidos com os dos humanos. Seu parente vivo mais próximo é o orangotango.

Há muitas pessoas que acreditam que os grandes primatas observados no meio de florestas e lugares preservados sejam apenas uma das muitas lendas urbanas, já que até agora ninguém capturou um, (embora tentativas sérias já tenham sido levadas à cabo para isso, sobretudo nos EUA e Canadá)

Só nos EUA, são mais de 3000 avistamentos com testemunhas de diferentes graus de confiabilidade, envolvendo militares, aposentados, crianças, policiais, caçadores e até donas de casa.

Mapa de avistamentos do Pé grande nos EUA e Canadá

Fora o Pé grande e seus parentes, há também relatos de macacos enormes nas selvas tropicais. Uma das mais famosas lendas de macacos gigantes na Amazônia provém de seus habitantes, os ìndios. A criatura que eles temem. chama-se MAPINGUARI. Esta criatura é descrita como um macaco de tamanho descomunal -5 a 6 metros – peludo como porco espinho, “só que os pêlos são de aço” (como índios não conhecem o aço, suponho que seja uma interpretação do homem branco, que pode estar associada a coloração do pelo e não à sua dureza).

O mapinguari casa dentro dessa descrição – um grande macaco, “uma espécie de orangotango, coberto de longo e denso pelágio”, etc. O Mapinguari como gente, o que justifica o medo dos índios e ribeirinhos locais. Segundo a lenda, seu alimento favorito é a cabeça das vítimas, geralmente pessoas que ele caça durante o dia, deixando para dormir à noite.  Segundo o norte-americano David C. Oren, doutor em zoologia e especialista em biodiversidade amazônica do Museu Paraense Emílio Goeldi, há testemunhas vivas do monstro.  O Dr. Oren acredita que o Mapinguari seja na verdade, uma preguiça gigante ainda viva no meio da floresta. O Dr. Oren baseia suas teorias, afirmações e pesquisas em restos fossilizados e relatos de índios e garimpeiros: “Conheci pelo menos 30 pessoas que viram o Mapinguari e mais de 100 que acharam seus rastros”.

A simples menção ao nome do mapinguari é suficiente para dar calafrios na espinha da maioria daqueles que habitam a floresta. O folclore na região é cheio de histórias sobre encontros com a criatura e, quase em todas as tribos indígenas da Amazônia há uma palavra para designá-lo. O nome geralmente pode ser traduzido como “a besta malcheirosa” ou “o animal barulhento”.

 

A foto acima é proveniente da exploração de François de Loys. Loys era um explorador petrolífero suíço que liderou uma expedição ao longo da fronteira entre Colômbia e Venezuela, de 1917 a 1920.

Ao acampar ao longo do rio Terra, a expedição foi perturbada por dois macacos enormes, de 1,57 metros de altura. Depois de uma súbita explosão de gritos e gestos dos macacos, um deles acabou baleado e morto. Apesar de parecido com um macaco-aranha, o animal não tinha cauda e tinha 32 dentes, em comparação com 36 da maioria dos macacos americanos.
Apoiando a criatura morta em pé com uma vara sob seu queixo e acreditando que esta poderia ser uma nova espécie/elo perdido, De Loy tirou uma foto da criatura e salvou sua pele e crânio. No entanto, tanto do couro e crânio foram perdidos na viagem para casa, deixando apenas a imagem infame que temos aqui.

Mas essa foto também foi recebida com desconfiança, já que não havia como saber o quão grande era a caixa, comprometendo a medição do animal. Nela, o macaco está sentado, e a foto não nos dá nenhuma boa comparação real para determinar suas dimensões. Por outro lado, criptozoólogos (que estudam espécies animais lendárias, mitológicas, hipotéticas ou avistadas por poucas pessoas) dizem que a criatura da fotografia tem peito e mãos diferentes de macacos-aranha, e uma testa muito maior.

Reais ou não, é estranha a quantidade absurda de mitos e lendas envolvendo macacos grandes e inteligentes. Será tudo isso produto do folclore? Ou isso seria um indício de que a coisa pode ter raízes na realidade. Até o momento, não podemos dizer que comprovadamente essas criaturas existam, mas também não podemos nos atrever a afirmar que sejam todos produtos da mente fértil do ser humano.

 

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